sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

DOCES E COMIDINHAS EM COIMBRA


PASTÉIS DE TENTÚGAL

Encontramos o Flávio na própria Universidade de Coimbra, que ficava a uns 200m da pensão (que é mesmo voltada para estudantes - E$ 50).

É um lugar muito bacana, uma coleção de prédios, alguns do séc. XV, o corpo principal do séc. XVIII. Mas não é um museu, e sim um lugar vivo, cheio de estudantes. O Flávio nos mostrou a capela, onde estavam ensaiando no órgão, que é muito antigo. E também a Sala dos Capelos, talvez a parte mais antiga, com retratos de todos os reis portugueses desde Afonso Henriques (Séc. XII) e que é onde os formandos são sabatinados.

A Universidade é das mais antigas da Europa, tendo sido fundada no séc. XIV. Mas, curiosamente, não em Coimbra, e sim em Lisboa.

O bacana é que, como estávamos em outubro, o ano letivo estava recém-começando. E rolando os trotes. As ruas estavam repletas de estudantes, moças e rapazes que usam, orgulhosamente, umas capas pretas sobre ternos e (gravatas também) pretos sobre camisas brancas. Eles andam em bandos, cantandos músicas, cujas letras, deu para perceber apesar do "sotaque", eram bem maliciosas e entremeadas de palavrões, que, soltados pelas belas mocinhas, soavam de uma forma muito graciosa.

Depois demos uma volta pelo centro, que lembra algo o Pelourinho, e um tanto Ouro Preto, com sobrados altos colados, vielas e ladeiras de paralelepípedos. Paramos numa confeitaria cuja vitrine estava cheia de doces tentadores.

Nosso 1º doce português foram os "Pastéis de Tentúgal", uma espécie de canudo feito com massa e recheio que lembram mil-folhas. Deliciosos.

Voltamos para a pensão para um "pit-stop" e à noite fomos jantar. O Flávio sugeriu um restaurante tradicional, chamado "A Farmácia", mas que era incrivelmente bom e, melhor ainda, extremamente barato. Comemos "bacalhau com migas" e outras formas de bacalhau e leitão, obviamente acompanhados de um bom Tinto Douro.

A garçonete, super-amável e com um sotaque muito carregado, em certo momento revelou que era paulista e estava em Portugal havia poucos anos. Disse que estava preocupadíssima, pois no outro salão do restaurante, seria de sua responsabilidade uma mesa para 50 clientes. De fato, pouco tempo depois, chega um bando enorme de estudantes, todos vestidos com os seus trajes pretos e fazendo uma grande algazarra! Coitada!.


Íamos embora no dia seguinte, mas, gostamos tanto da cidade e percebemos que o Flávio tinha ficado muito contente com a nossa visita. Assim, decidimos aceitar o convite e, de manhã, após fechar a conta na pensão, nos transferimos para o apartamento que ele aluga, um bom sala e quarto numa parte mais moderna da cidade, que, sendo pequena, significa que era muito próxima ao centro antigo.

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