

De volta para Coimbra, telefonamos para a Adriana, amiga da Ana que está fazendo mestrado e combinamos de sair à noite.
O Flávio nos levou a um complexo de bares e restaurantes na beira do Rio Mondego, uma espécie de "Puerto Madero" conimbrense. É uma parte toda nova, com um deck de madeira bem extenso e largo , com iluminação neon embutida, dividindo o rio e a calçada dos restaurantes.
Escolhemos um pub irlandês, para minha felicidade, já que, depois de vários dias só bebendo vinho "nacional", estava louco para saborear uma cervejinha, coisa que o clima ameno português permitia sem problemas. E nada melhor do que uma Guiness para começar.
O lugar estava cheio de jovens, animadíssimos, e no palco, uma banda, suponho que cover de algum grupo contemporâneo de rock inglês ou americano (ou quem sabe irlandês) que não conheço. Uma das músicas tinha um refrão no qual o acompanhamento era a batida das canecas na mesa, com toda força que a platéia tivesse.
O cantor da banda, que podemos chamar de banda de garagem, tinha uma claque de garotas adolescentes que deliravam com tudo que ele tocasse...até a marcha fúnebre seria recebida com gritos estridentes.
Nesse bar, fizemos algo muito raro em todas as nossas viagens à Europa, apesar de ser parte do nosso cotidiano de botequim no Rio: enchemos a mesa de tantas canecas de chopp que tomamos, fato que atribuo não só ao clima animado do lugar, mas sobretudo aos preços mais camaradas de Coimbra.
Depois de uma boa noite de sono, sem pressa, que é o estilo de quem viaja por conta própria, de carro alugado e sem reservas de hotéis, fazendo o roteiro ao sabor da ocasião, finalmente, nos despedimos de nosso gentil anfitrião e deixamos Coimbra, que merece mais algumas fotos nesta postagem, não sem antes comentar o marcado aspecto árabe das 2 últimas fotos, aproveitando para falar um pouco sobre a história dessa tradicional cidade portuguesa.
Coimbra deve seu nome a cidade romana de Coninbriga. Só que Coimbra não é nem nunca foi a cidade de Conimbriga...
A cidade de Coimbra, durante o Império Romano, tinha o nome de Aeminium e ficava a uma certa distãncia da cidade mais importante de Conimbriga. Tanto é verdade que, após a conversão do Imperador Constantino I e a paulatina cristianização do Império, Conimbriga tornou-se sede de um bispado.
Posteriormente, quando os bárbaros germânicos chegaram à Península Ibérica, Coimbra foi devastada e desapareceu do mapa. Mas a pequena Aeminium sobreviveu e o bispo se transferiu para lá, ficando, assim, a Sé de Conimbriga, situada naquela cidade. Com o tempo, o povo passou a se referir àquela cidade como Conimbriga, nome que evoluiu para Coimbra.
Com a invasão árabe de 711, os muçulmanos se estabeleceram em Coimbra e construíram as muralhas que hoje se vê. Iniciado o processo de Reconquista, a cidade trocou diversas vezes de mãos, entre os cristãos e mouros.
O Flávio nos levou a um complexo de bares e restaurantes na beira do Rio Mondego, uma espécie de "Puerto Madero" conimbrense. É uma parte toda nova, com um deck de madeira bem extenso e largo , com iluminação neon embutida, dividindo o rio e a calçada dos restaurantes.
Escolhemos um pub irlandês, para minha felicidade, já que, depois de vários dias só bebendo vinho "nacional", estava louco para saborear uma cervejinha, coisa que o clima ameno português permitia sem problemas. E nada melhor do que uma Guiness para começar.
O lugar estava cheio de jovens, animadíssimos, e no palco, uma banda, suponho que cover de algum grupo contemporâneo de rock inglês ou americano (ou quem sabe irlandês) que não conheço. Uma das músicas tinha um refrão no qual o acompanhamento era a batida das canecas na mesa, com toda força que a platéia tivesse.
O cantor da banda, que podemos chamar de banda de garagem, tinha uma claque de garotas adolescentes que deliravam com tudo que ele tocasse...até a marcha fúnebre seria recebida com gritos estridentes.
Nesse bar, fizemos algo muito raro em todas as nossas viagens à Europa, apesar de ser parte do nosso cotidiano de botequim no Rio: enchemos a mesa de tantas canecas de chopp que tomamos, fato que atribuo não só ao clima animado do lugar, mas sobretudo aos preços mais camaradas de Coimbra.
Depois de uma boa noite de sono, sem pressa, que é o estilo de quem viaja por conta própria, de carro alugado e sem reservas de hotéis, fazendo o roteiro ao sabor da ocasião, finalmente, nos despedimos de nosso gentil anfitrião e deixamos Coimbra, que merece mais algumas fotos nesta postagem, não sem antes comentar o marcado aspecto árabe das 2 últimas fotos, aproveitando para falar um pouco sobre a história dessa tradicional cidade portuguesa.
Coimbra deve seu nome a cidade romana de Coninbriga. Só que Coimbra não é nem nunca foi a cidade de Conimbriga...
A cidade de Coimbra, durante o Império Romano, tinha o nome de Aeminium e ficava a uma certa distãncia da cidade mais importante de Conimbriga. Tanto é verdade que, após a conversão do Imperador Constantino I e a paulatina cristianização do Império, Conimbriga tornou-se sede de um bispado.
Posteriormente, quando os bárbaros germânicos chegaram à Península Ibérica, Coimbra foi devastada e desapareceu do mapa. Mas a pequena Aeminium sobreviveu e o bispo se transferiu para lá, ficando, assim, a Sé de Conimbriga, situada naquela cidade. Com o tempo, o povo passou a se referir àquela cidade como Conimbriga, nome que evoluiu para Coimbra.
Com a invasão árabe de 711, os muçulmanos se estabeleceram em Coimbra e construíram as muralhas que hoje se vê. Iniciado o processo de Reconquista, a cidade trocou diversas vezes de mãos, entre os cristãos e mouros.
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