
Óbidos é uma cidade toda rodeada de muralhas medievais e foi construída em cima de um morro.
Chegamos ainda de tarde, com dia claro e subimos uma estrada, parando do lado de fora das muralhas (o tráfego só é permitido aos moradores). Saltamos e fomos procurar um hotel para dormir.
Como não sou rico, mas sou abusado, fui logo na Pousada do Castelo, que como o nome sugere, fica no próprio. É de fato um castelo medieval, dentro do qual foi construído um hotel de luxo, da rede estatal "Pousadas de Portugal", inspirada nos "Paradores de España".
A funcionária me olhou de alto a baixo e perguntou o que eu queria. Respondi: "Um quarto". Porém, a Pousada só tem 9 quartos e obviamente, hospedar-se sem reserva, só com muita sorte. Um detalhe: A diária é de 200 euros!
Mas o Deus dos Viajantes não abandona seus fiéis e assim, na rua principal, que deve ter pouco mais de 2m de largura, achamos a simpática e confortável "Albergaria Rainha Isabel", a módicos 65 euros. O melhor é que quem se hospeda nesse hotel pode dirigir na cidade e estacionar o carro na praça em frente à igrejinha principal, bem próxima.
Antes que eu me esqueça é bom começar a falar de Óbidos:
É uma das cidades mais lindas e encantadoras que eu já conheci!
Toda ela é rodeada de uma alta muralha medieval de pedra escura. Dentro, todas as casinhas são brancas, com portas e janelas azuis ou amarelas, assim como nessas cores são pintados os cantos das paredes externas. Os telhados são de telhas tradicionais portuguesas, mas recobertos de limo, o que lhes dá um aspecto romântico.
As ruas são estreitas e calçadas de pedras. O mais agradável, à vista e ao olfato, é que por toda a cidade há enormes caramanchões de flores muito coloridas, que exalam um perfume delicioso .
De cima das muralhas, num dia claro, se avista o oceano azul. Aliás, você pode andar à vontade pelas muralhas e se imaginar voltando no tempo como um cavaleiro templário ou um cruzado.
Uma outra vantagem de se hospedar na Albergaria que nós ficamos é que, rigorosamente em frente, fica o restaurante "O Alcaide", no qual o próprio dono serve um bacalhau maravilhoso, especial, mesmo em Portugal, onde essa comida é como uma espécie de feijão com arroz.
Nós não provamos, mas em Óbidos todas as lojas vendem a Ginja, um licor de cereja.
Ao explicar Óbidos para quem nunca foi, uma comparação boa é dizer que a cidade é uma mistura de Parati-RJ e Tiradentes-MG, numa atmosfera parecida com a de Búzios-RJ de antigamente ou Pipa-RN . Tudo isso com o toque medieval das muralhas.
Foi com peso no coração que resolvemos, no dia seguinte, deixar cidade tão maravilhosa e partir com destino à Lisboa.
Chegamos ainda de tarde, com dia claro e subimos uma estrada, parando do lado de fora das muralhas (o tráfego só é permitido aos moradores). Saltamos e fomos procurar um hotel para dormir.
Como não sou rico, mas sou abusado, fui logo na Pousada do Castelo, que como o nome sugere, fica no próprio. É de fato um castelo medieval, dentro do qual foi construído um hotel de luxo, da rede estatal "Pousadas de Portugal", inspirada nos "Paradores de España".
A funcionária me olhou de alto a baixo e perguntou o que eu queria. Respondi: "Um quarto". Porém, a Pousada só tem 9 quartos e obviamente, hospedar-se sem reserva, só com muita sorte. Um detalhe: A diária é de 200 euros!
Mas o Deus dos Viajantes não abandona seus fiéis e assim, na rua principal, que deve ter pouco mais de 2m de largura, achamos a simpática e confortável "Albergaria Rainha Isabel", a módicos 65 euros. O melhor é que quem se hospeda nesse hotel pode dirigir na cidade e estacionar o carro na praça em frente à igrejinha principal, bem próxima.
Antes que eu me esqueça é bom começar a falar de Óbidos:
É uma das cidades mais lindas e encantadoras que eu já conheci!
Toda ela é rodeada de uma alta muralha medieval de pedra escura. Dentro, todas as casinhas são brancas, com portas e janelas azuis ou amarelas, assim como nessas cores são pintados os cantos das paredes externas. Os telhados são de telhas tradicionais portuguesas, mas recobertos de limo, o que lhes dá um aspecto romântico.
As ruas são estreitas e calçadas de pedras. O mais agradável, à vista e ao olfato, é que por toda a cidade há enormes caramanchões de flores muito coloridas, que exalam um perfume delicioso .
De cima das muralhas, num dia claro, se avista o oceano azul. Aliás, você pode andar à vontade pelas muralhas e se imaginar voltando no tempo como um cavaleiro templário ou um cruzado.
Uma outra vantagem de se hospedar na Albergaria que nós ficamos é que, rigorosamente em frente, fica o restaurante "O Alcaide", no qual o próprio dono serve um bacalhau maravilhoso, especial, mesmo em Portugal, onde essa comida é como uma espécie de feijão com arroz.
Nós não provamos, mas em Óbidos todas as lojas vendem a Ginja, um licor de cereja.
Ao explicar Óbidos para quem nunca foi, uma comparação boa é dizer que a cidade é uma mistura de Parati-RJ e Tiradentes-MG, numa atmosfera parecida com a de Búzios-RJ de antigamente ou Pipa-RN . Tudo isso com o toque medieval das muralhas.
Foi com peso no coração que resolvemos, no dia seguinte, deixar cidade tão maravilhosa e partir com destino à Lisboa.










