
Descendo mais em direção a Óbidos, há um acesso em direção a Alcobaça.
Esse acesso não é tão fácil como o da Batalha, e como o centro da cidade estava todo em obras, tivemos que rodar um pouco, até achar o ponto mais próximo ao Mosteiro, que é onde queríamos ir.
O Mosteiro de Alcobaça é uma legítima abadia cirtesciense, ordem fundada por São Bento de Núrsia, considerada a construção gótica mais pura de Portugal, embora a fachada tenha sofrido reformas que lhe alteraram o estilo exterior.
Mas o Mosteiro é famoso mesmo devido a lá estarem enterrados os protagonistas do mais trágico e macabro caso de amor da história lusitana: o de Pedro e Inês.
Pedro era príncipe herdeiro de Portugal, viúvo, conheceu uma dama galega, de posição social inferior à sua, Inês e os dois se apaixonaram. Porém, o pai de Pedro, o Rei de Portugal queria que ele se casasse com uma princesa de Castela, por razões de Estado. O rapaz se recusava e chegou até a se exilar. O Rei então mandou que capangas degolassem Inês, com o apoio da corte. Passado o tempo, o Rei morreu e Pedro voltou ao país, sendo coroado monarca. Sua 1ª providência foi mandar executar os assassinos. Depois, mandou exumar o cadáver de Inês, e, após anunciar que eles haviam se casado em segredo, a coroou Rainha, e ordenou que toda a nobreza beijasse a mão apodrecida do cadáver dela, sentado no trono ao seu lado.
Essa é a razão da expressão: "Inês é morta!"
De fato, de que adianta, virou rei, podia casar com quem quisesse, mas agora, INÊS É MORTA.
Depois, o cadáver de Inês foi novamente sepultado, agora no Mosteiro de Alcobaça. Pedro, o rei loucamente apaixonado, mandou construir o seu mausoléu não do lado do sarcófago de Inês, como era comum, mas um de frente para o outro, PARA QUE PUDESSEM SE OLHAR POR TODA ETERNIDADE.
Sobre o túmulo de Inês pudemos ver um relicário (moderno) de vidro, contendo a coroa de Inês, o punhal que a matou e uma mecha de cabelo dela, ainda bem louro. Botei a foto no blog para quem tiver curiosidade.
Tenho que concordar que seja lá quem tenha tido essa idéia de colocar essas relíquias de Inês, ele conseguiu o efeito que provavelmente perseguiu: ressaltar que aquela tragédia de fato ocorreu, mas que tudo foi também uma belo caso de amor.
Saímos de Alcobaça, onde só fomos mesmo conhecer o Mosteiro e continuamos em direção ao Sudoeste, com destino a Óbidos.
Esse acesso não é tão fácil como o da Batalha, e como o centro da cidade estava todo em obras, tivemos que rodar um pouco, até achar o ponto mais próximo ao Mosteiro, que é onde queríamos ir.
O Mosteiro de Alcobaça é uma legítima abadia cirtesciense, ordem fundada por São Bento de Núrsia, considerada a construção gótica mais pura de Portugal, embora a fachada tenha sofrido reformas que lhe alteraram o estilo exterior.
Mas o Mosteiro é famoso mesmo devido a lá estarem enterrados os protagonistas do mais trágico e macabro caso de amor da história lusitana: o de Pedro e Inês.
Pedro era príncipe herdeiro de Portugal, viúvo, conheceu uma dama galega, de posição social inferior à sua, Inês e os dois se apaixonaram. Porém, o pai de Pedro, o Rei de Portugal queria que ele se casasse com uma princesa de Castela, por razões de Estado. O rapaz se recusava e chegou até a se exilar. O Rei então mandou que capangas degolassem Inês, com o apoio da corte. Passado o tempo, o Rei morreu e Pedro voltou ao país, sendo coroado monarca. Sua 1ª providência foi mandar executar os assassinos. Depois, mandou exumar o cadáver de Inês, e, após anunciar que eles haviam se casado em segredo, a coroou Rainha, e ordenou que toda a nobreza beijasse a mão apodrecida do cadáver dela, sentado no trono ao seu lado.
Essa é a razão da expressão: "Inês é morta!"
De fato, de que adianta, virou rei, podia casar com quem quisesse, mas agora, INÊS É MORTA.
Depois, o cadáver de Inês foi novamente sepultado, agora no Mosteiro de Alcobaça. Pedro, o rei loucamente apaixonado, mandou construir o seu mausoléu não do lado do sarcófago de Inês, como era comum, mas um de frente para o outro, PARA QUE PUDESSEM SE OLHAR POR TODA ETERNIDADE.
Sobre o túmulo de Inês pudemos ver um relicário (moderno) de vidro, contendo a coroa de Inês, o punhal que a matou e uma mecha de cabelo dela, ainda bem louro. Botei a foto no blog para quem tiver curiosidade.
Tenho que concordar que seja lá quem tenha tido essa idéia de colocar essas relíquias de Inês, ele conseguiu o efeito que provavelmente perseguiu: ressaltar que aquela tragédia de fato ocorreu, mas que tudo foi também uma belo caso de amor.
Saímos de Alcobaça, onde só fomos mesmo conhecer o Mosteiro e continuamos em direção ao Sudoeste, com destino a Óbidos.
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