sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

BATALHA










MOSTEIRO DA BATALHA



Dessa vez, resolvi ir mais rápido, após consultar o "Nosso Guia", que não se trata do Presidente Lula, mas do indispensável mapa da Michelin, e optei por uma autoestrada pedagiada, excelente, até Óbidos, cidade estávamos, essa sim, planejando visitar desde o Brasil.

Antes porém, havia duas atrações imperdíveis no caminho: Batalha e Alcobaça.

Batalha é uma cidade pequena mas muito arrumadinha dominada por sua maior, e provavelmente única, atração, o Mosteiro da Batalha, que o rei português mandou construir em pagamento a uma promessa: caso vencesse os espanhóis, que, muito mais fortes, tinham invadido Portugal, e com a intenção de conquistar esse país, ele construíria um grande mosteiro... e, de fato, os lusos foram vitoriosos, em 1385, na Batalha de Aljubarrota.

Nessa batalha, o general português, Nuno Alvares Pereira, de maneira brilhante, escolheu e preparou o terreno cavando armadilhas denominadas de "covas de lobo", bem como se valeu de besteiros e 200 arqueiros ingleses, e de infantaria armada com piques (espécie de lanças longas), contra a cavalaria dos espanhóis, que incluíam reforços de cavaleiros franceses pesados (a tropa de elite da Idade Média).

Diante da vitória inesperada (eram 20 mil espanhóis contra 7 mil portugueses), podemos constatar que o Rei realmente mostrou-se devidamente agradecido, pois o Mosteiro é uma das construções religiosas mais impressionantes e bonitas que eu já vi.

A arquitetura gótica, com os detalhes curvos e rebuscados tipicamente portugueses em pedra, é bela e imponente. A pedra utilizada lhe dá uma tonalidade amarela, que a umidade do país salpicou de manchas escuras.

Nas criptas, encontrei um sarcófago de um xará, um certo Eduardo I, casado com Eleanora.

A parte mais fascinante são as capelas inacabadas. Era para ser um conjunto de capelas recobertas por altas cúpulas...só que parece que faltou dinheiro ao reino e o teto das capelas, que possuem trabalhos de talha em pedra fabulosos, ficou sendo o céu .

Dizem, e com razão, que o resultado ficou mais bonito do que se os domos fossem concluídos, já que as colunas que suportariam as cúpulas dirigem o nosso olhar para a abóboda celeste, que afinal de contas é a cobertura mais bela e grandiosa que existe.

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