sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

ÓBIDOS!!!








Óbidos é uma cidade toda rodeada de muralhas medievais e foi construída em cima de um morro.

Chegamos ainda de tarde, com dia claro e subimos uma estrada, parando do lado de fora das muralhas (o tráfego só é permitido aos moradores). Saltamos e fomos procurar um hotel para dormir.

Como não sou rico, mas sou abusado, fui logo na Pousada do Castelo, que como o nome sugere, fica no próprio. É de fato um castelo medieval, dentro do qual foi construído um hotel de luxo, da rede estatal "Pousadas de Portugal", inspirada nos "Paradores de España".

A funcionária me olhou de alto a baixo e perguntou o que eu queria. Respondi: "Um quarto". Porém, a Pousada só tem 9 quartos e obviamente, hospedar-se sem reserva, só com muita sorte. Um detalhe: A diária é de 200 euros!

Mas o Deus dos Viajantes não abandona seus fiéis e assim, na rua principal, que deve ter pouco mais de 2m de largura, achamos a simpática e confortável "Albergaria Rainha Isabel", a módicos 65 euros. O melhor é que quem se hospeda nesse hotel pode dirigir na cidade e estacionar o carro na praça em frente à igrejinha principal, bem próxima.

Antes que eu me esqueça é bom começar a falar de Óbidos:

É uma das cidades mais lindas e encantadoras que eu já conheci!

Toda ela é rodeada de uma alta muralha medieval de pedra escura. Dentro, todas as casinhas são brancas, com portas e janelas azuis ou amarelas, assim como nessas cores são pintados os cantos das paredes externas. Os telhados são de telhas tradicionais portuguesas, mas recobertos de limo, o que lhes dá um aspecto romântico.

As ruas são estreitas e calçadas de pedras. O mais agradável, à vista e ao olfato, é que por toda a cidade há enormes caramanchões de flores muito coloridas, que exalam um perfume delicioso .

De cima das muralhas, num dia claro, se avista o oceano azul. Aliás, você pode andar à vontade pelas muralhas e se imaginar  voltando no tempo como um cavaleiro templário ou um cruzado.

Uma outra vantagem de se hospedar na Albergaria que nós ficamos é que, rigorosamente em frente, fica o restaurante "O Alcaide", no qual o próprio dono serve um bacalhau maravilhoso, especial, mesmo em Portugal, onde essa comida é como uma espécie de feijão com arroz.

Nós não provamos, mas em Óbidos todas as lojas vendem a Ginja, um licor de cereja.

Ao explicar Óbidos para quem nunca foi, uma comparação boa é dizer que a cidade é uma mistura de Parati-RJ e Tiradentes-MG, numa atmosfera parecida com a de Búzios-RJ de antigamente ou Pipa-RN . Tudo isso com o toque medieval das muralhas.

Foi com peso no coração que resolvemos, no dia seguinte, deixar cidade tão maravilhosa e partir com destino à Lisboa.

ALCOBAÇA





MOSTEIRO DE ALCOBAÇA - TÚMULOS DE D.PEDRO E D. INÊS DE CASTRO

Descendo mais em direção a Óbidos, há um acesso em direção a Alcobaça.

Esse acesso não é tão fácil como o da Batalha, e como o centro  da cidade estava todo em obras, tivemos que rodar um pouco, até achar o ponto mais próximo ao Mosteiro, que é onde queríamos ir.

O Mosteiro de Alcobaça é uma legítima abadia cirtesciense, ordem fundada por São Bento de Núrsia, considerada a construção gótica mais pura de Portugal, embora a fachada tenha sofrido reformas que lhe alteraram o estilo exterior.


Mas o Mosteiro é famoso mesmo devido a lá estarem enterrados os protagonistas do mais trágico e macabro caso de amor da história lusitana: o de Pedro e Inês.

Pedro era príncipe herdeiro de Portugal, viúvo, conheceu uma dama galega, de posição social inferior à sua, Inês e os dois se apaixonaram. Porém, o pai de Pedro, o Rei de Portugal queria que ele se casasse com uma princesa de Castela, por razões de Estado. O rapaz se recusava e chegou até a se exilar. O Rei então mandou que capangas degolassem Inês, com o apoio da corte. Passado o tempo, o Rei morreu e Pedro voltou ao país, sendo coroado monarca. Sua 1ª providência foi mandar executar os assassinos. Depois, mandou exumar o cadáver de Inês, e, após anunciar que eles haviam se casado em segredo, a coroou Rainha, e ordenou que toda a nobreza beijasse a mão apodrecida do cadáver dela, sentado no trono ao seu lado.

Essa é a razão da expressão: "Inês é morta!"

De fato, de que adianta, virou rei, podia casar com quem quisesse, mas agora, INÊS É MORTA.

Depois, o cadáver de Inês foi novamente sepultado, agora no Mosteiro de Alcobaça. Pedro, o rei loucamente apaixonado, mandou construir o seu mausoléu não do lado do sarcófago de Inês, como era comum, mas um de frente para o outro, PARA QUE PUDESSEM SE OLHAR POR TODA ETERNIDADE.

Sobre o túmulo de Inês pudemos ver um relicário (moderno) de vidro, contendo a coroa de Inês, o punhal que a matou e uma mecha de cabelo dela, ainda bem louro. Botei a foto no blog para quem tiver curiosidade.

Tenho que concordar que seja lá quem tenha tido essa idéia de colocar essas relíquias de Inês, ele conseguiu o efeito que provavelmente perseguiu: ressaltar que aquela tragédia de fato ocorreu, mas que tudo foi também uma belo caso de amor.

Saímos de Alcobaça, onde só fomos mesmo conhecer o Mosteiro e continuamos em direção ao Sudoeste, com destino a Óbidos.

BATALHA










MOSTEIRO DA BATALHA



Dessa vez, resolvi ir mais rápido, após consultar o "Nosso Guia", que não se trata do Presidente Lula, mas do indispensável mapa da Michelin, e optei por uma autoestrada pedagiada, excelente, até Óbidos, cidade estávamos, essa sim, planejando visitar desde o Brasil.

Antes porém, havia duas atrações imperdíveis no caminho: Batalha e Alcobaça.

Batalha é uma cidade pequena mas muito arrumadinha dominada por sua maior, e provavelmente única, atração, o Mosteiro da Batalha, que o rei português mandou construir em pagamento a uma promessa: caso vencesse os espanhóis, que, muito mais fortes, tinham invadido Portugal, e com a intenção de conquistar esse país, ele construíria um grande mosteiro... e, de fato, os lusos foram vitoriosos, em 1385, na Batalha de Aljubarrota.

Nessa batalha, o general português, Nuno Alvares Pereira, de maneira brilhante, escolheu e preparou o terreno cavando armadilhas denominadas de "covas de lobo", bem como se valeu de besteiros e 200 arqueiros ingleses, e de infantaria armada com piques (espécie de lanças longas), contra a cavalaria dos espanhóis, que incluíam reforços de cavaleiros franceses pesados (a tropa de elite da Idade Média).

Diante da vitória inesperada (eram 20 mil espanhóis contra 7 mil portugueses), podemos constatar que o Rei realmente mostrou-se devidamente agradecido, pois o Mosteiro é uma das construções religiosas mais impressionantes e bonitas que eu já vi.

A arquitetura gótica, com os detalhes curvos e rebuscados tipicamente portugueses em pedra, é bela e imponente. A pedra utilizada lhe dá uma tonalidade amarela, que a umidade do país salpicou de manchas escuras.

Nas criptas, encontrei um sarcófago de um xará, um certo Eduardo I, casado com Eleanora.

A parte mais fascinante são as capelas inacabadas. Era para ser um conjunto de capelas recobertas por altas cúpulas...só que parece que faltou dinheiro ao reino e o teto das capelas, que possuem trabalhos de talha em pedra fabulosos, ficou sendo o céu .

Dizem, e com razão, que o resultado ficou mais bonito do que se os domos fossem concluídos, já que as colunas que suportariam as cúpulas dirigem o nosso olhar para a abóboda celeste, que afinal de contas é a cobertura mais bela e grandiosa que existe.

DE VOLTA A COIMBRA







De volta para Coimbra, telefonamos para a Adriana, amiga da Ana que está fazendo mestrado e combinamos de sair à noite.

O Flávio nos levou a um complexo de bares e restaurantes na beira do Rio Mondego, uma espécie de "Puerto Madero" conimbrense. É uma parte toda nova, com um deck de madeira bem extenso e largo , com iluminação neon embutida, dividindo o rio e a calçada dos restaurantes.

Escolhemos um pub irlandês, para minha felicidade, já que, depois de vários dias só bebendo vinho "nacional", estava louco para saborear uma cervejinha, coisa que o clima ameno português permitia sem problemas. E nada melhor do que uma Guiness para começar.


O lugar estava cheio de jovens, animadíssimos, e no palco, uma banda, suponho que cover de algum grupo contemporâneo de rock inglês ou americano (ou quem sabe irlandês) que não conheço. Uma das músicas tinha um refrão no qual o acompanhamento era a batida das canecas na mesa, com toda força que a platéia tivesse.

O cantor da banda, que podemos chamar de banda de garagem, tinha uma claque de garotas adolescentes que deliravam com tudo que ele tocasse...até a marcha fúnebre seria recebida com gritos estridentes.

Nesse bar, fizemos algo muito raro em todas as nossas viagens à Europa, apesar de ser parte do nosso cotidiano de botequim no Rio: enchemos a mesa de tantas canecas de chopp que tomamos, fato que atribuo não só ao clima animado do lugar, mas sobretudo aos preços mais camaradas de Coimbra.

Depois de uma boa noite de sono, sem pressa, que é o estilo de quem viaja por conta própria, de carro alugado e sem reservas de hotéis, fazendo o roteiro ao sabor da ocasião, finalmente, nos despedimos de nosso gentil anfitrião e deixamos Coimbra, que merece mais algumas fotos nesta postagem, não sem antes comentar o marcado aspecto árabe das 2 últimas fotos, aproveitando para falar um pouco sobre a história dessa tradicional cidade portuguesa.

Coimbra deve seu nome a cidade romana de Coninbriga. Só que Coimbra não é nem nunca foi a cidade de Conimbriga...

A cidade de Coimbra, durante o Império Romano, tinha o nome de Aeminium e ficava a uma certa distãncia da cidade mais importante de Conimbriga. Tanto é verdade que, após a conversão do Imperador Constantino I e a paulatina cristianização do Império, Conimbriga tornou-se sede de um bispado.

Posteriormente, quando os bárbaros germânicos chegaram à Península Ibérica, Coimbra foi devastada e desapareceu do mapa. Mas a pequena Aeminium sobreviveu e o bispo se transferiu para lá, ficando, assim, a Sé de Conimbriga, situada naquela cidade. Com o tempo, o povo  passou a se referir àquela cidade como Conimbriga, nome que evoluiu para Coimbra.

Com a invasão árabe de 711, os muçulmanos se estabeleceram em Coimbra e construíram as muralhas que hoje se vê. Iniciado o processo de Reconquista, a cidade trocou diversas vezes de mãos, entre os cristãos e mouros.

LEIRIA










Depois de acomodados, fomos conhecer Leiria, pegando uma estrada secundária, de mão e contra-mão com um tráfico um tanto intenso (para os padrões de lá) e que, embora bem pavimentada, poderia ser uma típica estrada brasileira, já que, às margens, estava cheio de barracas vendendo quinquilharias, notadamente vasos e estátuas de cerâmica, de gosto duvidoso.

A verdade é que não temos a noção de como somos filhos de Portugal. A forma de ocupação dos terrenos marginais da estrada é quase idêntica a que fazemos no Brasil.

Bom, a meio caminho de Leiria, fomos comer num local que também poderia ser uma parada em uma estrada brasileira. Só que, mais uma vez numa grande dica do Flávio, a comida era excelente e muito farta. Destaques para um arroz de tomate (na verdade um risoto) e os pastéizinhos "samosa", uma especialidade da Índia.

Alimentados, voltamos para estrada e chegamos em Leiria.

É uma cidade moderna que lembra um pouco Nova Friburgo . Sua principal atração que foi para onde nos dirigimos é o Castelo de Leiria, que de cima de um morro, domina a cidade. Sua característica mais marcante é uma grande varanda com arcos ogivais, que dá um aspecto romântico à construção.

O castelo foi parcialmente restaurado e é todo de pedra. Não há nenhuma mobília nas salas, que abrigam algumas exposições. As mais interessantes mostram réplicas de armas medievais e os achados arqueológicos da região, sendo o mais importante, o chamado "Menino do Lapelo", esqueleto de uma criança pré-histórica achado dentro de uma caverna à beira-mar, dentro do território do "Conçelho". Os ossos desse menino seriam de um neanderthal, porém com mandíbula de homem moderno, dando margem à especulação de que poderia ser fruto de um cruzamento entre ambas as espécies.

Como eu já tinha lido isso em revistas e na internet, expliquei o assunto, em frente ao mostruário que reproduzia o achado, para o Flávio e para a Ana. De repente, uma funcionária do Museu me interrompeu e me parabenizou pela explanação, deixando meus companheiros espantados...e eu todo orgulhoso.

DOCES E COMIDINHAS EM COIMBRA


PASTÉIS DE TENTÚGAL

Encontramos o Flávio na própria Universidade de Coimbra, que ficava a uns 200m da pensão (que é mesmo voltada para estudantes - E$ 50).

É um lugar muito bacana, uma coleção de prédios, alguns do séc. XV, o corpo principal do séc. XVIII. Mas não é um museu, e sim um lugar vivo, cheio de estudantes. O Flávio nos mostrou a capela, onde estavam ensaiando no órgão, que é muito antigo. E também a Sala dos Capelos, talvez a parte mais antiga, com retratos de todos os reis portugueses desde Afonso Henriques (Séc. XII) e que é onde os formandos são sabatinados.

A Universidade é das mais antigas da Europa, tendo sido fundada no séc. XIV. Mas, curiosamente, não em Coimbra, e sim em Lisboa.

O bacana é que, como estávamos em outubro, o ano letivo estava recém-começando. E rolando os trotes. As ruas estavam repletas de estudantes, moças e rapazes que usam, orgulhosamente, umas capas pretas sobre ternos e (gravatas também) pretos sobre camisas brancas. Eles andam em bandos, cantandos músicas, cujas letras, deu para perceber apesar do "sotaque", eram bem maliciosas e entremeadas de palavrões, que, soltados pelas belas mocinhas, soavam de uma forma muito graciosa.

Depois demos uma volta pelo centro, que lembra algo o Pelourinho, e um tanto Ouro Preto, com sobrados altos colados, vielas e ladeiras de paralelepípedos. Paramos numa confeitaria cuja vitrine estava cheia de doces tentadores.

Nosso 1º doce português foram os "Pastéis de Tentúgal", uma espécie de canudo feito com massa e recheio que lembram mil-folhas. Deliciosos.

Voltamos para a pensão para um "pit-stop" e à noite fomos jantar. O Flávio sugeriu um restaurante tradicional, chamado "A Farmácia", mas que era incrivelmente bom e, melhor ainda, extremamente barato. Comemos "bacalhau com migas" e outras formas de bacalhau e leitão, obviamente acompanhados de um bom Tinto Douro.

A garçonete, super-amável e com um sotaque muito carregado, em certo momento revelou que era paulista e estava em Portugal havia poucos anos. Disse que estava preocupadíssima, pois no outro salão do restaurante, seria de sua responsabilidade uma mesa para 50 clientes. De fato, pouco tempo depois, chega um bando enorme de estudantes, todos vestidos com os seus trajes pretos e fazendo uma grande algazarra! Coitada!.


Íamos embora no dia seguinte, mas, gostamos tanto da cidade e percebemos que o Flávio tinha ficado muito contente com a nossa visita. Assim, decidimos aceitar o convite e, de manhã, após fechar a conta na pensão, nos transferimos para o apartamento que ele aluga, um bom sala e quarto numa parte mais moderna da cidade, que, sendo pequena, significa que era muito próxima ao centro antigo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

COIMBRA


COIMBRA
Já apaixonados por Portugal e seu povo, seguimos em direção à Coimbra, onde um amigo nosso, o Flávio, está fazendo doutorado na Universidade.

Seguindo a dica da Revista Viagem e Turismo, ficamos na Pensão Residencial Antunes, um sobrado do séc. XIX, coberto de azulejos.

Fomos recebidos com muita gentileza pelo funcionário, que nos mostrou o nosso quarto, que também parecia ter uns 100 anos, inclusive a pintura e o piso. O pé direito, inclusive, era altíssimo. Não é para quem gosta de luxo... a mobília era velha, assim como o banheiro. Mas tudo era limpinho.

O fato é que, apesar da fama de mal-humorados, achei os portugueses um povo cordial, caloroso, que ainda tem tempo para trocar 2 dedos de prosa com um estranho. Acho que mantiveram a característica do calor humano (mesmo que seja para resmungar e esbravejar) que mesmo nós brasileiros estamos perdendo.

Após pegar as malas no carro, que ficou na garagem (gratuita) no outro lado da rua, experimentamos mais uma "piada ao vivo e a cores", que tanto nos divertiram em  Portugal:

Disse ao atendente que pretendia sair à noite de carro para jantar e já que o carro ficara trancado na garagem, então perguntei:

"- Como faço para sair com o carro mais tarde?"...

E ele respondeu:

"- É só abrir o portão, se não abrir, o carro não sai, vais ter que derrubar"...

Eles de fato interpretam a língua literalmente, não em sentido figurado.

VESTÍGIOS DO GRANDE INCÊNDIO



INCÊNDIOS NAS FLORESTAS EM 2005

Porém, toda a região, centenas de km², foi devastada por um grande incêndio e ainda se sente o cheiro dos bosques de pinheiros queimados. O português da venda disse que os idosos da região foram todos retirados de helicóptero. Eu mesmo vi algumas casinhas de pedra na estrada destruídas. Que pena!

Mas a natureza é forte e deu para perceber que as árvores já estavam crescendo de novo. Logo, logo, a Serra se recupera...

PIÓDÃO



SERRA DO AÇOR - PIÓDÃO

Depois de andar por várias estradas vicinais, numa região bem rural, algo parecida com a serra do Estado do RJ (lembra um pouco o caminho para Mauá), chegamos finalmente à Piódão, que consta ter somente 60 habitantes.


Quando paramos o carro, parecia que nem esses 60 moradores estavam na cidade, não se via ninguém!





Mas foi só bater as portas que logo apareceu um típico português, chamando a gente para a sua lojinha e lanchonete.

Depois de 7 dias convivendo com os algo arrogantes e secos espanhóis, tenho que confessar que foi realmente emocionante, em plena Europa, ouvir a nossa boa e velha língua portuguesa e ser recebido com um sorriso franco.

O português da venda foi extremamente simpático e, para não fugir do estereótipo, ao saber que morávamos no Rio, logo perguntou se conhecíamos um certo parente dele que morava em Jacarepaguá...Com 6 milhões de habitantes, deve ser mais fácil acertar na loteria!

Aliás, logo depois, ocorre o 1º momento cômico: A Ana pergunta ao cara: "-O Sr. sabe que horas são?" E o português, na lata: "-Sei". E fica calado. Depois de alguns segundos, a Ana prossegue: Então? "Que horas são, por favor?". Só então, ele respondeu.




Piódão é linda, toda de casas de pedra com telhados de ardósia e janelas azuis, inclusive o calçamento é todo de pedra ardósia.


MINHAS VIAGENS

Hoje fui na Casa Cavé, uma confeitaria no Centro do Rio, pedi um pastel de Belém e não tive como não me lembrar de nossa recente viagem à Portugal. Aliás, a própria casa parece uma confeitaria de Lisboa com aqueles azulejos e vários anexos.


Após conhecer Madri, Cuenca, A Mancha, Segóvia, Ávila e Salamanca, paramos em Ciudad Rodrigo, que é a cidade espanhola mais próxima a fronteira centro-leste de Portugal.

De Ciudad Rodrigo, em cerca de 30 min de carro entra-se em Portugal, e começa-se a descer a Serra da Estrela.

A primeira grande cidade que vimos foi Covilhã, mas não descemos ali, pois eu queria ir à Piódão, um vilarejo de casas de pedra muito pitoresco, que fica na Serra do Açor.

Achava que na estrada que corta a Serra da Estrela seria fácil comprar o famoso queijo, imaginando-a cheia de tendas ou lojinhas com placas : "vende-se queijo da Serra da Estrela".

Mas que nada, parece que os produtores vendem direto nas cidades, pois não vi barraca nenhuma. Resultado, ficamos só na vontade.